1.1.09

Primeiro Dia


Penso como seria se, mesmo em casa, todos sempre andassem como se estivessem prontos para uma festa de ano-novo. Não necessariamente de branco, prateado ou qualquer outra furta-cor com alinho ou capricho excessivo — E sim, mais importante, com aquela rutilância espontânea, aquele jeito de final feliz.


Seria bom. E o ponto principal é o pendor de uma coisa a outra, o final efetivo de um ciclo.


A última meia-noite de dezembro servirá como referência para outros ciclos menores ao longo do ano. Um porvir que, anseio e espero, será iniciado e encerrado com sucesso. E então virá, novamente, a sensação boa de fim de ano à revelia da hora e data. Se bem vestido e alimentado, melhor ainda.


Aquela satisfação silenciosa como a que tivemos durante a nossa celebração que se passou e se estendeu longe de qualquer tom anônimo, exagerado e dispendioso. A sensação do autêntico. O dia novo em folha chegando claro e consciente, revestido de uma luz clara de manhã de domingo. Não era domingo, era quinta-feira, mas a renomeei domingo-claro.


Além do mais, não havia mundo suficiente para contestações e ainda teríamos energia suficiente para ir à feira da Liberdade no outro lado do país se não tivéssemos marcado para a semana seguinte.


Iremos. E os pequenos ciclos fechados e satisfatórios virão ao longo dos dias seguintes. Desejo isso a mim e a vocês.


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