7.3.09

Teia de Empatia


As coisas acontecem.


A decisão mais simples abre a porta para o outro nível. Algo como você tentar sair de uma fase de um jogo de video-game e, mesmo lendo todas as dicas possíveis e jogando um bocado, algo sempre dá errado e você, frustrado e irritado, termina desligando tudo para tentar depois.


Então um dia como tantos outros você acorda, liga o jogo e, do nada, descobre uma passagem secreta que estava ali há tanto tempo sem ser percebida e termina passando de fase sem nenhum sofrimento. E a fase, mesmo outrora sendo vista em fotografias de tela, é totalmente mais rica, vasta e interessante do que as descrições lidas tantas vezes.


Tais coisas também acontecem fora do vídeo. Você faz uma oficina de Língua Inglesa, conhece pessoas legais e, um ano depois, alguém te liga convidando para fazer uma entrevista.


O seu currículo já chegara antes. Aí você fala sobre você durante um tempinho e depois, em inglês, conversa um tanto sobre várias coisas que você gostaria de fazer e tentar fazer. Volta pra casa e um dia depois recebe um telefonema. Na segunda-feira, você está com os alunos à sua frente.


Simples assim? Não.

Digo isso ao tentar imaginar a teia de acontecimentos caóticos que causaram tal confluência. É uma coisa louca. Não verdade são coisas loucas e incertas que ditam grande parte dos rumos de nossas vidas. Louco não no sentido da insanidade; e sim no sentido de uma lógica que escapa ao pensamento linear e simplista.


E graças a uma série dessas lógicas escusas e incompreensíveis, pontuadas pela empatia, tenho nas mãos esse novo nível, com novos personagens, novas regras e novos objetivos. Só que, ao contrário dos video-games, tudo é mais agradável do que antes.


É fascinante pensar que, além dessa nova ordem, desvelada e positiva, existem tantas outras teias imperceptíveis guiando todos os nosso rumos futuros.

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