30.6.11

Desobediência






















Lá dos tempos de Escola Técnica aprendi que as escadas-caracol são proibidas em obras novas pelo risco que apresentam na parte mais estreita. Mesmo assim, elas ainda existem. Essa é uma espécie de versão acústica da que tenho no meu trabalho. Até hoje nunca caí. Alguns tropeços, apenas.























Alice Glass, do Crystal Castles. Fumar não é saudável. Não fumar é levar a vida de forma menos estilosa. Temo garotas que fumam cigarros de filtro amarelo. Quer dizer, um pouco mais do que as que não fumam ou as que fumam os de filtro branco.



Stairs & Alice came from We Hear It.




Walk


A
E
A million miles away
F#m
Your signal in the distance
D Dm
To whom it may concern
A E
I think I lost my way
F#m
Getting good at starting over
D Dm
Every time that I return


A E
I'm learning to walk again
F#m
Can't you see I've waited long enough
D Dm
Where do I begin?
A E
I'm learning to talk again
F#m
I believe I've waited long enough
D Dm
Where do I begin?


(Dave Grohl)


28.6.11

Abby and Owen



Algumas histórias me comovem bastante. A última foi a do filme Deixe-me Entrar, o qual tem como protagonistas Owen e Abby.

Owen vive com a mãe. Seus pais estão recém-divorciados e apenas se referem a ele como parte de uma divisão de bens. Seus dias na escola resumem-se a tentar concentrar-se nas aulas e manter-se distante de um trio de bullies que tenta humilhá-lo das formas mais cruéis possíveis sem qualquer motivo aparente. Sua principal diversão é sentar-se sozinho, à noite, no playground coberto de neve, comer doces e, de volta ao quarto, no escuro, observar os vizinhos através de uma luneta.

Uma noite observa a chegada de dois novos moradores. Um homem de meia-idade sendo acompanhado por uma garota descalça. A garota é Abby. Ela tem a mesma idade de Owen. A diferença é que Abby tem doze anos há muito tempo. E precisa de sangue para se manter viva.

Após alguns encontros fortuitos, no playground congelado, antes da hora do jantar de Owen, os dois começam um relacionamento escuso que se transforma numa amizade profunda que logo passa ao amor. Um amor inconsciente, inapto, mas amor. Sentimento intensificado pelo fato de os dois serem as criaturas mais solitárias do mundo.

Se considera-se um demônio tudo o que é sobrenatural e predatório do humano, pode-se afirmar ser Abby um deles. E o que fazer quando tudo o que se tem e se ama no mundo é um demônio para o resto da humanidade? E esse demônio, à revelia das coisas mais abconsas, guarda o melhor e o mais puro de si para retribuir tal amor?

Assistam.

26.6.11

Aprendi Hoje


Chorus: (Em is only 1 strum )

F Em G, Gsus4, G

Lights will gu - ide you home


F Em G, Gsus4, G

And ig - n -it- e your bones


F Em G, Gsus4, G

And I will try to fix you



22.6.11

Transatlanticismo


Quantos passos até o Atlântico? Não os contou desta vez. A mania de contar todas as coisas, como se a ordem dos números mudasse algo. Aproxima os pés. O Atlântico se aproxima e chega até o peito.

O Atlântico, desde que o mundo é mundo. Antes das letras e dos homens as águas sempre foram as mesmas. Surgiram antes de tudo e ainda estão.

Cheira o braço. A substância sobre. Protetor solar. Um cheiro doce.

Absurdamente do nada pensa sobre o pianista sem memória encontrado há mais de uma década na Europa. De terno branco, brincando de escapar os pés das pontas das ondas. Sem memória além das partituras. Um homem terrivelmente genial e branco tocando peças inteiras sem olhar para as teclas. Coração, apenas.

Mesmo as pessoas mais inteligentes e talentosas se perdem, Atlântico.

Volta. O sol vem e vai. Observa os braços mais negros que o resto do corpo. O protetor não é para proteger os braços; e sim para expor o resto do corpo não suficientemente exposto à abrasividade de todas as coisas.

Poderia entrar na água novamente e, onda, após onda, afundar no Atlântico, junto à toda imensidão de vida que existe ali. Peixes, águas-vivas que não morrem nunca a não ser que alguém as toque, as destrua.

Olha para cima.

O sol.

O sol o prende à terra.

O queima.

O protege do Atlântico.

21.6.11

A Única Estrela


Há pouco, vi uma estrela cadente pela primeira vez. Penso ter sido. Uma luz caindo de cima. Forte. Uma estrela só pra mim. Quero que tenha sido uma.

Sempre vira em filmes. Ou alguém sempre via e perguntava “viu?”, e eu respondia não. Já era tarde de mais, então. A mesma estrela não volta para cair de novo. Continua caindo para sempre dando lugar às novas.

Desta vez a vi. Uma estrela, só pra mim. Todas as casas fechadas. Um silêncio interrompido por folhas secas imitando passos. Caindo em dupla. Um pequeno passo, depois outro. Passos levíssimos vindo em minha direção. Não me assusto.

Silêncio também interrompido por um latido intermitente. O cachorro latindo para o nada. Fazendo barulho para o invisível.

O coração: um cachorro caindo dentro do peito. Latindo para o nada enquanto todos dormem.



20.6.11

Twelve Quotes

1
Jesus christ you have confused me
Cornered, wasted, blessed and used me
Forgive me girls I am confused
Stiff and pissed and lost and loose

2
Don't leave yourself alone for too many days
Sooner than you know your gonna start slipping

3
So how could your hair
Have the nerve to dance around like that, blowing
And how could the air
Have the nerve to blow your hair around like that

4
We look younger than we feel
And older than we are
Now nobody's funny
No god, they took our fashion week
That's a real bad thing
Cause we have scars to cover

5
Her pretty little ribbons
Her pretty little name
Sew it in my skin
Never go away

6
I don't have a hawk in my heart
No dumbass dove in my brain
I don't have a hawk in my heart
No dumbass dove in my dumbass brain

7
Did you dress me down and liquor me up
To make me last for the minute
When the red comes over you
Like it does when you're filled with love
Or whatever you call it

8
Sugar wife
Can you make me a man
Baby doll can you make me a dad

9
No nobody wants to be
No no one's lover
No matter what they say
Lovers know they are the ones
Who one day have to go

10
I die fast in this city
Outside I die slow

11
So I'm turning on the stereo
And I'm lining up the names
On the mixes I made before you
And I'm turning into fairytales
With glitter and some glue
Everything we ever planned to ever do

12
You coulda made a safer bet
But what you break is what you get
You wake up in the bed you make
I think you made a big mistake

15.6.11

Eleven Quotes

1
It's a terrible love
That I'm walking with spiders

2
Sorrow found me when I was young
Sorrow waited, sorrow won

3
Didn't want to be your ghost
Didn't want to be anyone's ghost
But I don't want anybody else
I don't want anybody else

4
Little faith, follow me
I set a fire in a blackberry field
Make us laugh, or nothing will
I set a fire just to see what it kills

5
With my kid on my shoulders I try
Not to hurt anybody I like

6
I was carried to Ohio in a swarm of bees
I never married but Ohio don't remember me

7
I guess I've always been a delicate man
Takes me a day to remember a day

8
What makes you think I'm enjoying being led to the flood?
We got another thing coming undone

9
I was afraid I'd eat your brains
'Cause I'm evil

10
Someone send a runner
Through the weather that I'm under
For the feeling that I lost today

11
Leave your home
Change your name
Live alone
Eat your cake


13.6.11

Colleague


Após a aula de sábado, relaxamos bebendo algumas Originais na distribuidora de bebidas. Ao lado de uma parede composta por garrafões de água mineral, para não vermos possíveis alunos. Alguns cigarros até o sol começar a desaparecer. Seis horas. Volto para casa de ônibus.

Chego em casa ansioso. Minha mãe ligara e dissera que havia chegado um Sedex para mim. Entro no quarto e vejo dois pacotes. Uma caixa amarela e um presente bem embrulhado. Abro o Sedex: um livro com dedicatória. Sinto esperanças futuras. Um dia, onde possa ter a confiança que não tenho agora. Uma confiança semelhante à de parceiros de escalada: o de baixo tendo certeza que o de cima martelou bem os pinos e que não haverá possibilidade de queda ou, pior, de ter o pino arrancado e ser lançado montanha abaixo pelo parceiro. De qualquer forma, livros me deixam feliz.

Desembrulho o outro pacote, em papel de presente: uma boneca. Por que essa louca resolveu me dar uma boneca? E ainda por cima, que nem se parece com ela? Passo por alguns segundos de confusão mental até me dar conta de que abrira o presente que minha mãe comprara para o aniversário da neta da vizinha. Rio. Com certa dificuldade, rearranjo o pacote. Desfazer é mais fácil do que refazer.

Tento descansar. Eu e meu colega combináramos nos escontrarmos mais tarde para tentarmos salvar o Sábado. Ele tem um carro que circula legal, porém possui certas restrições mecânicas: superaquece fácil, o que, segundo os cálculos do dono, faz com que ele não se arrisque a andar mais de sete quilômetros consecutivamente. Sendo assim, decidimos ir ao Porão. A distância entre a sua casa e o bar mal chega a um quilômetro.

Esperei passar o tempo perdido em vigília. Um sono mediterrâneo, nem tão inconsciente, nem tão desperto. Chega a hora de me arrumar (engraçada essa expressão, "me arrumar") e, tão logo saio do banho, meu telefone toca: meu colega dizendo que o carro não pega de jeito nenhum. Merda. E agora? Sábado à noite. Toda a chatice de uma semana de trabalho esperando para ser dissipada indo subitamente por água abaixo. Ele disse que tentaria mais um pouco e me ligaria em seguida. Passo dez minutos conjecturando o que fazer caso a saída não aconteça. O telefone toca novamente: funcionou, funcionou! – ele diz entre risadas.

O Porão só é realmente legal cedo, quando não tem tanta gente e ainda estão passando vídeos de bandas legais ao invés de música ao vivo na forma de covers ruins de músicas batidas. Disputando a atenção com o telão, estão duas tvs passando lutas do UFC. Os caras se dão tubos na cara e se sujam de sangue. Alguns caras no bar se empolgam. Não entendo como alguém consegue sentir prazer vendo algo tão feio.

As horas passam rápido. Não tem jeito: por mais que se tente, sempre o assunto principal são coisas relacionadas ao trabalho. Até mesmo pela lógica da cronologia: é lá onde passamos a maior parte do dia. Esperamos mais de quarenta minutos por uma porção de batatas fritas. Uma das coisas legais é que agora o Porão tem ar-condicionado e uma área para fumantes que é realmente uma área e não um canto. Dá para sentar e encurtar um pouco mais a vida tranquilo, com o barulho da música lá dentro abafado pelo vidro. Enquanto fumamos ao fundo, duas garotas se aproximam e perguntam se podem dividir a mesa. Sem problemas. Conversamos banalidades por algum tempo porque não havia qualquer interesse físico. O cansaço das coisas novas e a falta de apetite são sintomas clássicos de pós-término. Não sou diferente da maioria.

Os chopes (ajudados pela fumaça) começaram a fazer efeito. Vi a garota mais magra entre todas e fiquei fascinado. Não por ela ser exatamente bonita, ou magra, mas por ser estranha. Podia-se ver os ossos da coluna, dos ombros, sob as têmporas. Um cabelo oxigenado louríssimo e cortado curto. Os ossos quase sobre o corpo. A observei. Ela pareceu ter sacado e veio fumar ao lado da nossa mesa. Esperando uma abordagem, talvez, não sei. Ela era realmente magra. A mulher mais magra do mundo esperando uma abordagem minha, fazendo charme com o cigarro. Tal abordagem não aconteceu pelos motivos citados ali no parágrafo de cima. A falta de apetite. Inspiração alcoólica me dizendo ser aquela mulher a personificação do meu atual interesse pelo amor: magro, fumando cigarros.

Mesmo correndo o risco de extrapolar a tolerância do carro, meu colega resolveu ir ao McDonald´s. Na madrugada, com álcool nas veias, um Big Mac fica ainda mais delicioso. Senti apetite. Comprei dois e comi um imediatamente. Foi a refeição mais prazerosa em tempos. No final tudo deu certo. Por vezes é necessário correr riscos.


11.6.11

Joel


"Random thoughts for Valentine´s Day, 2004. Today is a day invented by greeting card companies to make people feel like crap. I ditched work today. Took a train out to Montauk. I don´t know why. I´m not an impulsive person. I guess I just woke up in a funk this morning. I gotta get my car fixed."


10.6.11

Ernest


Ninguém deve se acanhar ao dizer que nunca leu livros de um escritor bom e já leu vários livros de escritores ruins.

Hemningway, por exemplo. É um monstro que nunca li direito.

Ninguém também deve se acanhar ao dizer que já leu um escritor bom e não entendeu ou não gostou.

Hemningway, por exemplo, li e não lembro. Ou lembro de não ter gostado. Hoje, as únicas referências que conheço são:

1. A frase: "Write drunk, edit sober"

(a qual sigo quando posso) e;

2. A citação de Bukowski em Style: "When Hemningway put his brains to the wall with a shotgun, that was style".

E só.


8.6.11

Triparticidade do Tempo


Três coisas combatem pelo meu tempo quando estou em casa:

1. Internete: recém-instalada. Com seus torrents and tumblrs and blogs and Facebook. E só. Amo, amo realmente o fato de ter internete no quarto e poder acessar o Globo Online no começo do dia sem ter que usar o telefone. Smartphones são maravilhosos para comunicação. Para ler sites da intenete são ridículos. São algo como uma micropunhetinha no trackpad.

2. Wii: ainda não zerei o Speed Racer. Mas chegarei lá. E devo voltar ao Force Unleashed. E às quatro versões do Mario. De certa forma, fico feliz com isso: o lance de o videogame ser um divertimento paralelo; não primordial. Mas amo esse jogo, e irei pontuar e vencer, talvez, em todos os circuitos; e chegarei ao duelo com o Darth Vader (medo).

3. Lisbeth Salander: da série Millenium. Os livros da série são os melhores romances policiais lançandos em, sei lá, 30 anos, porque são modernos. Estou lendo o segundo livro da série e não me constranjo em dizer que estou a fim da Lisbeth. Do livro, do filme sueco, do trailer norteamericano. Odeio personagens que se constroem ao longo de centenas de páginas: Elas parecem reais! Vivas mesmo. Possíveis de serem encontradas. Não me recordo, realmente, de qualquer outra personagem da qual, caso real fosse, eu seria tão a fim.


5.6.11

Bath


"After a while she took a deep breath, turned over on her stomach, and sank beneath the surface of the water. She put her hands on her breasts and pinched her nipples hard, holding her breath for far too long, until her lungs began to ache."



(LARSSON, Stieg. The Girl Who Played With Fire. New York: Vintage Crime. Pg.99)

Ocean Spray


Me-totemo-utsukushi-i-desu-ne,

Totemo-utsukushi-i-me-wo-shitemasu-ne *




[* = ...eyes, so beautiful, you have such beautiful eyes... in Japanese]

4.6.11

Cavendish



Essa cidade não é digna de gravatas,

só quem as usa

são

políticos,

e

guardas

noturnos.


Não me enquadro.


Guardo-as

para

São Paulo.



3.6.11

Understanding Adele


The
scars of your love remind me of us,

They keep me thinking


that we almost

had

it

all.


The scars of your love, they leave me breathless,


I can't help feeling.


We could have

had

it

all,

rolling

in

the

d
e
e
p

You had my heart
inside your hand,


And you
played it to the beat.


Indo ao Chão


Tenho levado meses para pleitear a minha carteira nacional de habilitação (minúsculas intencionais). Tenho teste dia 20 próximo, e o cumprirei para compensar o investimento.

Odeio o trânsito. Dirigir é um ato mecânico tenso trabalhoso. Tornar-me parte dele seria, assim, ilógico. Qualquer imbecil consegue dirigir um carro. E não sou imbecil.


Existem os entreveros. Mesmo sem ter sido bem nascido, sem ter conseguido investir em um carro ou ter quaisquer possibilidades de ser agraciado com um; aprendi a dirigir para dividir o fardo do volante com minha ex-namorada. A qual sabia, digo, sabe dirigir, e fora agraciada com um carro pela família, como qualquer criança bem nascida em Manaus-AM é agraciada.

O problema, vejam, queridos, é que não fui bem nascido. Ninguém nunca me ofereceu um carro e, minha ex-namorada, bem nascida, manauara, não mais a é.

Não manauara (maldições são difíceis de serem dissipadas), e sim minha namorada. E nem sei se os seus amigos imaginários sabem dirigir. Devem saber. Qualquer imbecil sabe dirigir. Mas, a esta altura, isso não faz diferença.

O que quero dizer – agora em tom sério, realmente –, é que nesta tarde de sexta fiquei triste e preocupado por um colega de trabalho. Um homem humilde e elegante que passou por todo o processo de habilitação e financiamento de uma moto e hoje, sexta, quase teve o braço esmagado pelo carro de alguém.

Digo alguém porque o filho-da-puta não prestou socorro e não deixou o nome. Chamemo-nos de filho-da-puta, então.


Você paga. Assiste a aulas ridículas, teóricas e práticas e, mesmo sendo um homem digno e competente, é atropelado por um anônimo e passa horas em uma fila de hospital prestes a perder o braço. E talvez o perca.

Deus, onde?

A vida é suja e dura, irmãos. Se Deus existe, é o maior covarde ilógico que já existiu.


Que bosta de gerência! Pela lógica, Deus, sozinho, é pior que todos os instrutores, examinadores e vítimas do Detran juntas.

Culpemos um pouco nosso amigão imaginário. Barbudo, peidão.

Para não culparmos a nós mesmos.


Pijamas


Após vinte e sete anos, finalmente tenho uma conexão decente de internete em minha casa. Também ganhei um pijama azul. As duas coisas combinaram perfeitamente. O que não conbina são os afazeres do trabalho. Preciso urgentemente de uma folga das aulas. Tenho muito nada e coisa legal a fazer.

Não tenho mais coração, no entanto. Quer dizer, tenho; aquele que bate confiantemente sobre a esteira da academia, que me leva e me traz de volta para casa sem ter ao menos a visão turva pelo esforço – O outro, invisível e insone, parece estar de férias, passeando pela cidade.

Imagino um pequeno espírito desencarnado pairando ou encarnando em alguém que não sentira o músculo como algo além disso. Sei que sempre fui um dos agraciados. Sendo assim, considero essa folga um empréstimo.

Com ele, esse pequeno espírito púrpuro que entra pela boca e se aloja no peito também se foi, graças, o sentimento de tristeza e ódio, causando uma folga, um desapego. Poderia dizer ser algo que se insinua para o lado do monástico, mas não é. Monges, ao que consta, também não têm apego à pornografia.

O horizonte

O horizonte — visto da minha janela — não é um horizonte clássico realmente — e sim um céu bordeado por árvores insistentes em existir — ...