14.8.12

Normalmente é assim


Eu sempre visito esse blog, não sem antes fazer o logon e verificar não estar contando a mim mesmo. Isso seria trapaça. Prezo os meus dez leitores. 

Depois abro a página e vejo qual foi a última coisa que postei. Se foi um correio, uma foto  ou uma transcrição da qual realmente gostei. Então penso: talvez esteja na hora de um conto. E escrevo algo mais longo. Algo que tento fazer parecer bom a ponto de não ofender o leitor; mas também não muito bom mesmo a ponto de, sei lá, ser roubado por alguém. Nunca acreditei de verdade no Creative Commons. Prefiro salvar os contos realmente bons (poucos, confesso) no word e deixá-los guardados.

Até porque existem muitos. Noventa e quatro. Não estou mentindo. É só conferir no marcador ao lado. Há pouco passei-os em revista e vi o tamanho da coisa. Mudei algumas fontes. Algo como uma pós-edição paranóica e inútil. Boa, porém. Achei legal ver algumas coisas tão antigas e atípicas que nem pareceu eu quem as escreveu. Caramba. Noventa e quatro contos longos e curtos. Senti vontade de comprar uma impressora e imprimir todos eles. Acho que vou fazer isso. Imprimi-los. Trazê-los ao mundo real. A minha pequena obra postada no Blogger. Vá que resolvam acabar com ele, ou esqueçam de fazer os backups ou surja um vírus devastador capaz de queimar até as nuvens virtuais onde se guardam as coisas. Sim. Realmente é uma boa comprar e gastar papel e tinta comprimida superfaturada para imprimir as crianças.

O Blogger. Esse conglomerado de escritores natimortos, frustrados, preguiçosos, ruins, continua sendo a minha residência virtual preferida. Não o desprezo, não o coloco acima dos demais. O acho útil para escrever e escrever e escrever e de vez em quando postar uma foto sem que para isso precise de uma conta de tumblr, ou escrever textos curtos sem que para isso precise ter uma conta no Twitter ou copiar e colar um texto sem a cartonização cafona do Facebook. Gosto de você, Blogger.

Também gosto dos linques ao lado. Leio todos eles. Em partes, claro. Mas leio. Modéstia à parte, acho a minha seleção de linques uma das melhores que já vi até hoje. É uma boa estratégia, isso. Falar bem do meu endereço quando na verdade estou elogiando o de vocês. 

(Parei de escrever um pouco para ler alguns linques. Voltei.)

Eu tenho bastante correio a postar. A viagem a São Paulo. As coisas e impressões do trabalho. Os encontros com os amigos. Os planos e projeções para o futuro mas, sabe, não é que tenha preguiça de escrever; e sim uma consciência da inutilidade de postar tais coisas aqui visto que os principais envolvidos em tais textos são gente de contato constante. Preciso organizar as idéias para um livro e isso já deriva bastante escrita. Também preciso adquirir coisas para a vida e para isso é preciso trabalho e para o trabalho é preciso tempo.

Falando nisso, o de hoje já se fez pouco e é preciso dormir entre um e outro. 

Mesmo assim, sempre tento esticá-lo. Como agora, saindo e lendo mais um pouco antes de dormir

Abraço.


O horizonte

O horizonte — visto da minha janela — não é um horizonte clássico realmente — e sim um céu bordeado por árvores insistentes em existir — ...