30.12.15

Sumire



"Na primavera do seu vigésimo segundo ano, Sumire apaixonou-se pela primeira vez. Um amor intenso, um verdadeiro tornado que varre planícies — aplanando tudo em seu caminho, lançando coisas para o ar, deixando-as em frangalhos, triturando-as. A intensidade do tornado não abranda nem por um segundo, enquanto sua rajada atravessa o oceano, destruindo Angkor Wat, incinerando a selva indiana, tigres e tudo, transformando-se em uma tempestade de areia no deserto persa, sepultando uma exótica cidade-fortaleza sob um mar de areia. Em resumo, um amor de proporções realmente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou era, por acaso, dezessete anos mais velha do que ela. E casada. E, devo acrescentar, uma mulher. Foi aí que tudo começou, e onde tudo acabou. Quase."


(MURAKAMI, Haruki. Minha querida sputnik)


O




Recebi dois comentários sobre posts antigos feitos por perfis que não mais existem. Os linques, as conexões, me levaram a caminhos sem destino. Há esse vórtice nos espremendo cada vez mais contra o sol. Por isso normalmente só escrevo à noite, a noite.

23.12.15

E onde?


E onde está esse
deus?
Que deixa queimar a
Céu
Aberto
O Museu da Língua Portuguesa?
Cretino
Se existe,
nos odeia.

FIM

6.12.15

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Irei começar a postar pelo telefone o que me vir à telha. Não tenho mais aquele tempo mágico e aqueles rompantes de inspiração que faziam-me sentar ao computador e teclar coisas sem rumo:
a você:


ninguém


Todas as vezes em tempo livre. Um livro. Um casal observando-se pela primeira vez e constantando serem um casal.