27.6.10

O Barulho da Altura


Observamos a terra dezenas de quilômetros abaixo e tentando nos enganar se fazendo parecer estática para evitar o pânico. Tentando se mostrar escura. Algo entre nuvens de sonho. A mediocridade se assomou sobre as companhias aéreas brasileiras. Tratam-nos como crianças. Oferecem sucos. Barras de cereais. Refrigerante diluído em gelo. O tipo de aperitivos que deixam apenas os idiotas satisfeitos. A minha garrafa prateada sob o bolso do suéter. Retiro-a. Tenho a mulher com os ombros ainda frios encostados aos meus. Abraço-a. Acorda. A camiseta verde fluorescente sob o suéter negro. Os cabelos penteados. Ainda sente frio. Talvez devido ao quarto de algumas horas antes. Toco a parte inferior do lábio inferior. Ainda pálido. Levo a garrafa prateada até sua boca. Gim. Um gole cheio. Ajusto aos seus os fones de ouvido. Ela adormece novamente.



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